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Arte Core 2021 | São Paulo

Arte + Conhecimento

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Casa Natura Musical recebe Arte Core, evento de artes composto por exposição, diálogos e performances

O Arte Core, evento anual que ocorre desde 2012 no MAM-Rio, nasce a partir de uma união entre arte urbana, música e skate. Essa é a primeira vez que o evento ocorre em São Paulo

Entre os dias 5 e 7 de novembro, a Casa Natura Musical abre suas portas para receber o Arte Core, evento carioca que ocorreu dias 29, 30 e 31 de outubro no MAM-Rio (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e que chega a São Paulo com uma programação composta por exposição, diálogos e performances. O Arte Core de 2021 chega à cidade com a chancela de ser um dos eventos de arte urbana mais relevantes, democráticos e abertos do Rio de Janeiro. A curadoria artística do evento é de Pedro Henrique Rodrigues e a curadoria educativa é de Gaby Makena.

Na ocasião, serão expostos no equipamento cultural seis painéis de aproximadamente 3m x 2m com obras dos artistas visuais Caio RosaDavi ReisHal WildsonLarissa de SouzaLucas Almeida Marcela Bonfim criadas na edição sediada no Rio de Janeiro.

Os ingressos para o Arte Core são gratuitos e podem ser adquiridos pelo site da Sympla. Na entrada, será obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação contra a COVID-19 e todos os protocolos de segurança serão exigidos – o público terá a temperatura aferida na entrada, só poderá circular pelo espaço usando máscara e respeitando o distanciamento social. No evento também haverá totens com álcool em gel disponibilizados em locais estratégicos.

Além da exposição, a programação do Arte Core também conta com atividades como oficina com o músico Thiago Elniño; debate sobre racismo religioso com o professor Daniel Pereira; conversa com representantes do Museu AfroBrasil; conversa sobre Ancestralidade e Educação com Érica Malunguinho e bate-papo sobre Ações afirmativas no mundo corporativo com o empresário Leizer Pereira.

Com curadoria da pedagoga e educadora Gaby Makena, o eixo educativo do evento é ancorado no Sankofa. Com origem na etnia akan, localizada nos atuais territórios de Gana e Costa do Marfim, no continente africano, o símbolo ideográfico é representado por um pássaro que apresenta os pés firmes no chão e a cabeça virada para trás, segurando um ovo com o bico. “O ovo simboliza o passado, demonstrando que o pássaro voa para frente, rumo ao futuro, sem esquecer o que já viveu, por onde voou. E é nesse conceito atemporal, metafórico e de uma cosmovisão africana, que nos remete ao Sankofa, de retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro, em que estarão ancoradas muitas das propostas artísticas e de linguagem desta nova edição”, explica o curador artístico Pedro Henrique Rodrigues.

De acordo com Gaby Makena, como a concepção do Brasil é um grande caldeirão cultural, que tem em suas raízes a forte presença africana, não é possível, tampouco inimaginável, falar de manifestações artísticas, linguagem, religião, família, produção e transmissão de saberes, no âmbito nacional, sem pensar em África. “O projeto [Sankofa] nasce com a tomada de consciência de que a diáspora africana (fenômeno caracterizado pela imigração forçada de africanos, durante o tráfico transatlântico de escravizados) é parte central da construção social brasileira. Portanto, para compreendermos o modo como vivemos hoje, o que nos atravessa, nossas tradições e costumes, é necessário praticar o Sankofa, retornar ao nosso ponto de partida diariamente. Nesse sentido, o Arte Core vem para ser uma semente de construção de narrativas antirracistas, capazes de gerarem mudanças simbólicas e sensibilizar por meio de um processo educativo de formação”, comenta.

Segundo o diretor geral do Arte Core, Paulo Paiva Tassinari, a edição de 2021 chega com extrema sensibilidade e amadurecimento, ganhando mais camadas de profundidade conceitual. “Continuamos acreditando que o festival só é relevante porque é feito por pessoas que vivem a rua e suas manifestações, porém, para além da estética, estamos mirando no conceito. Nossos pilares serão cravados na pluralidade e ancestralidade”, enfatiza.

O equipamento cultural, que ainda não anunciou a data  para sua reabertura oficial de shows, promete anunciar em breve uma agenda com  shows e eventos,  envolvendo tanto apresentações adiadas em 2020 quanto novos nomes programados para o retorno. “Quando a equipe do Arte Core nos procurou com a proposta de ocupar a Casa Natura Musical, ficamos super animados. Nosso equipamento cultural, busca ampliar sua atuação por meio de diferentes linguagens artísticas e eventos que se relacionem com outras áreas do conhecimento que aproximam o público de debates propondo um mundo mais plural, sustentável e inclusivo, diz Suyanne Keidel, diretora executiva da Casa.

“É sempre uma alegria receber eventos como o Arte Core, que propõe a democratização, o acesso, ações sociais e de conscientização, além, é claro, do mergulho na arte negra como fio condutor da arte contemporânea. Assim como nós, o Arte Core trás em seus pilares a crença de que a arte e a cultura têm o poder de salvar o mundo” afirma Michelly Mury, coordenadora artística da Casa Natura Musical, equipamento cultural que, no segmento online, segue ativando seus canais de comunicação com conteúdos sobre arte e música, sempre sob uma perspectiva diversa e inclusiva. “Estamos nos preparando para anunciar nosso retorno e muito ansiosos para esse reencontro com os públicos. Posso garantir uma volta responsável cheia de música e afeto”, completa Michelly

Sobre os artistas

Caio Rosa

Fotógrafo, pesquisador e diretor em projetos multimídia, baseado no Rio de Janeiro. Com passagem pelo Dep. de história da Puc-Rio, sua pesquisa tem como característica o estudo do corpo e vivência jovem, criando pontes possíveis entre a África e a Diáspora contemporânea. Em sua trajetória, teve seu trabalho publicado em revistas como Nataal , Ocyano, Elle Brasil; recentemente, foi convidado pela Aperture Foundation para compor a exposição coletiva “The New Black Vanguard”, curada por Antwan Sargent no festival Rencontre D’Arles na França. Pela pesquisa musical, é atualmente artista residente na rádio NTS Rádio (Londres) com o programa mensal Rio Doce

Davi Reis
Davi Reis nasceu em Salvador-BA e, atualmente, mora em São Paulo-SP. É membro do selo artístico baiano 999. Há 7 anos expressando vida através da arte de forma íntima, sensível e trazendo suas histórias nas imagens que constrói, atua dentro da direção de cinema e da fotografia documental. Apresenta em seus trabalhos registros atemporais, memória, cotidiano, protagonismo da população preta e seus laços afetivos. Em suas obras, une bagagem do design, colagem, escritas, pinturas, trazendo referências das artes das ruas.

Hal Wildson
Goiano, nascido em 1991, na região do vale do Araguaia, fronteira entre Goiás e Mato Grosso, o artista é conhecido pela pesquisa acerca dos conceitos de escrita, identidade e a reconstrução de memórias coletivas e autobiográficas atravessadas por questões sociais e políticas. A pesquisa sobre memória e esquecimento é a base de um trabalho que investiga a criação de territórios narrativos, por meio de símbolos e documentos usados como ferramentas de construção e reconstrução no campo pessoal e coletivo. Seus trabalhos, constantemente, embarcam em um processo criativo onde propõe uma nova linguagem, se apropriando das qualidades sensíveis que materiais como a carta, documentos pessoais, carimbos e a máquina de escrever podem oferecer para elaborar uma partilha de narrativas essencialmente coletivas.

Larissa de Souza
Larissa de Souza é artista autodidata, que utiliza a pintura como suporte. Em seus trabalhos a artista explora diferentes tipos de formatos, como tela, técnicas, aplicações e bordado. Buscando representar, em suas pinturas figurativas, a experiência subjetiva e coletiva de pessoas afro-diaspóricas, em julho de 2021, teve sua primeira exposição individual, com o título de ” Pertencimento”. Os temas de suas obras envolvem a busca da ancestralidade através da fé, o resgate da memória, o afeto, a maternidade e a presença matriarcal.

Lucas Almeida
Lucas Almeida trabalha com pintura e gravura, sendo a primeira, sua principal atividade. Tendo como suportes principais de sua obra o papelão e o Kraft, participou de exposições coletivas em São Paulo e no 16° Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos.

Marcela Bonfim
Marcela Bonfim era outra até os 27 anos. Em SP, acreditava no discurso da meritocracia. Já em Rondônia, adquiriu uma câmera fotográfica e, no lugar das ideias, deu espaço a imagens de uma Amazônia afastada das mentes do lá de fora, mas latentes aos lugares de dentro, e às inúmeras potências antes desconhecidas a seu próprio corpo recém enegrecido.

Serviço
Dias 5, 6 e 7 de novembro, sexta a domingo. Grátis

Cronograma

Dia 5 de novembro, sexta-feira
16h às 19h – Visita à exposição

Dia 6 de novembro, sábado 
13h às 22h – Visita à exposição
14h – Diálogos: Ancestralidade & Educação, com Érica Malunguinho
15h – Oficina O menino que roubava gibis, com Thiago Elniño
16h – Diálogos: Rap, Literatura & Educação popular | O Menino que Roubava Gibis – Thiago Elniño

Dia 7 de novembro, domingo
13h às 22h – Visita à exposição
14h – Diálogos: Espiritualidade & Educação – Professor Babalorixá Daniel Pereira
15h – Diálogos: Museu Afro Brasil: Memória & Resistência
16h – Diálogos: Ações afirmativas & Mundo corporativo – Leizer Pereira

Ingressos grátis disponíveis no site da Sympla

CASA NATURA MUSICAL
Rua Artur de Azevedo, 2134, Pinheiros, São Paulo

Arte Core – Instagram

Ingressos gratuitos disponíveis no site da Sympla.

Os ingressos, que são limitados, serão distribuídos por faixas horárias e dias, indicando o período de entrada no evento:

– 05/11: 16h às 18h
– 06/11: 13h às 15h | 16h às 18h | 19h às 21h
– 07/11: 13h às 15h | 16h às 18h |19h às 21h

Não há limitação para o horário de saída, respeitando o término do evento.

Os ingressos são individuais e cada pessoa tem direito a tirar até 2 ingressos

É necessária a apresentação do comprovante de vacinação contra a COVID-19 na entrada e o uso de máscara, durante todo o evento.

– Fotos do Evento