MC Tha cantando Alcione e outros lançamentos que mais gostamos de junho

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Texto: Amanda Figueiredo, Beatriz Moura e Beatriz Roveri
Edição: Beatriz Moura

Bora começar julho colocando os lançamentos musicais em dia? Na playlist #LançouABraba, selecionamos os sons mais legais que estamos ouvindo por aqui. Os sons favoritos da equipe da Casa Natura Musical em junho foram:

Brisa Flow – Janequeo
Misturando rap com outras vertentes de música eletrônica e de raízes originárias, a artista ameríndia fala de amor, coragem e autonomia no seu terceiro disco. A obra é inspirada na guerreira Janequeo, do povo originário Mapuche (centro-sul do Chile atual)m que liderou quatro mil homens na Guerra de Arauco para libertar Wallmapu do genocídio e vingar a morte de seu marido e lonco, Huepotaén. O disco tem participações nacionais, como Ian Wapichana, Sodomita, Monna Brutal e Victor Prado, e internacionais, como Aby Llanque e Tidus.

Xênia França Em Nome da Estrela
Após um hiato de cinco anos, a cantora baiana apresenta uma obra intensa, cheia de sensibilidade e ancestralidade. O disco conta com a participação de Arthur Verocai e Rico Dalasam, tem a beleza do interlúdio da Iyalorisá Mãe Menininha, que canta uma canção da nação Jêje; além de dar uma nova roupagem para “Magia”, canção de Djavan de 1976. Produzido por Pipo Pegoraro, Xênia passeia pelo jazz e por tambores da musicalidade brasileira.

MC ThaMeu Santo É Forte
Através dos tambores do funk e do terreiro, Mc Tha revisita obras de Alcione e enaltece a cantora maranhense e a ancestralidade afro-religiosa. O produtor musical Mahal Pita deu o tom da estética musical apresentada no EP, já o DJ e produtor Mu540 assina a produção da faixa “Afreketê”, que conecta tambores da umbanda com o tamborzão do funk. Todas as faixas contam com o coro da Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

MC LuannaMaldita
Após sucessos como “Bonde da Hello Kit” e “First”, Mc Luanna lança seu primeiro EP e ressignifica o termo “maldita”, expressão usada na sua comunidade para ofender mulheres que batem de frente com os homens. Com 4 faixas produzidas por Mello Santana, a MC usa o dialeto das periferias, a linguagem do funk e a sonoridade do rap para cantar sobre amor, autoestima e seus afetos enquanto mulher preta, periférica e bissexual.

Juçara Marçal – EPDEB
Se as músicas de Delta Estácio Blues já são boas, imagina as tantas outras que não entraram no disco? As outras possibilidades do DEB foram apresentadas no EP, com parcerias de Jadsa, Rodrigo Campos, Clima e Alzira E e participações especiais dos músicos Paulo Santos, Marcelo Cabral e Guilherme Held.

ONNiKA – ONNiKA
Com uma proposta mais melódica e ultrapassando as barreiras sonoras do trap, inserindo elementos de R&B e neo-soul, o primeiro EP da cantora, compositora e rapper paulista é inspirado no quarto álbum de estúdio de Nicki Minaj — de quem a brasileira também empresta o vulgo –, “Queen”, especialmente as referências de estética egípcia para a capa. Com 6 faixas, o disco tem participação de Jé Santiago.

Paula Rebellato – ATRAVÉS
ATRAVÉS é um desdobramento da produção colaborativa de um EP e clipe curta-metragem dirigido por Douglas Ferreira. No projeto, Paula Rebellato, co-fundadora da banda RAKTA, reflete sobre o onírico ser um campo fértil em oposição ao sistema de produtividade do campo concreto.

SessaEstrela Acessa
O 2º disco do artista paulistano fala sobre a fragilidade do corpo humano e suas experiências pelo mundo de um jeito melancólico. O arranjo é focado nas linhas de corda e ambientada de um jeito que faz parecer que você está escutando no estúdio de gravação. Minimalista, ganha seu brilho com momentos de ascensão nas orquestração e sons da natureza.


Ouça a Lançou a Braba no seu tocador favorito. Disponível no Deezer, Spotify e YouTube Music.

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