O tempo abre outras possibilidades: Jean Tassy encerra o ciclo de “Acrônico” e dá pistas de sua nova fase

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Foto: André Iosolini

Jean Tassy retorna à Casa Natura Musical no dia 29.10 para encerrar o ciclo de Acrônico, álbum que marcou novos caminhos em sua trajetória e fortaleceu sua conexão com o público. Natural de Brasília, o cantor e compositor transita entre R&B, neo-soul, hip-hop e pop alternativo, combinando diferentes referências em uma sonoridade própria. O reencontro com a Casa também carrega um significado especial para o artista, que já apresentou os discos Amanhã e Acrônico no palco.

Enquanto se despede dessa fase, Jean começa a desenhar os próximos passos com Easy, single que antecipa seu novo EP e explora sonoridades como o house e o UK garage, com referências de 2-step e da artista Jorja Smith. Em entrevista à Casa Natura Musical, ele fala sobre o processo de reconexão com a própria essência após um período de bloqueio criativo e a busca por composições mais introspectivas e verdadeiras, apontando para novos rumos em sua produção musical.

Casa Natura Musical: O show na Casa marca o encerramento do ciclo de Acrônico, um álbum que abriu novos caminhos na sua trajetória. O que significa para você finalizar essa fase em nosso palco?

Jean Tassy: Casa Natura sempre foi uma casa que eu sempre gostei de tocar, principalmente de banda também, porque o som era muito bom, sempre foi muito bom o som, a aparelhagem de som. E pra mim, sempre fui bem recebido também, toquei o disco Amanhã várias vezes na Casa Natura e também toquei o disco Acrônico. E nada mais justo do que encerrar minha trajetória do Acrônico na Casa Natura pra também ser uma entrega boa de som, qualidade sonora pro meu público. Então, é isso.

Casa Natura Musical: Depois de viver Acrônico nos últimos anos, o que você sente que fica dessa experiência? Existe algo na sua relação com o disco que mudou desde o lançamento até agora?

Jean Tassy: Acho que no disco Acrônico, por ele ter me dado muito a possibilidade de trabalhar com artistas que eu sempre gostei, que eu já gostava também e que sempre quis fazer feats e colaborar junto, ter conseguido isso me deixou muito feliz e me incentivou também para a minha caminhada. Eu acho que o que ficou do disco Acrônico para mim foi o retorno do público também, que foi bem legal. A  galera, aprendeu o disco rápido. No segundo show já estavam cantando, então acho que mostra um pouco o que eu estou indo no caminho certo das coisas que daqui para frente é fazer mais disco e continuar esse legado maravilhoso.

Ao mesmo tempo que se despede de Acrônico na Casa, Easy já apresenta pistas de uma nova fase. Como esses dois momentos se conectam para você? O que permanece e o que começa a mudar na sua música?

Jean Tassy: Acho que essa nova fase de começar esse EP novo, de lançar a música Easy, é um momento que pra mim passou por um processo de muito bloqueio criativo. Então esse EP pra mim significa muita coisa nesse quesito de eu poder voltar pros palcos, voltar a cantar, voltar a compor, principalmente, e espero rodar bastante também com esse EP, com as minhas novas músicas, com o meu disco novo que eu vou lançar no que vem. Como eu já falei também, espero cantar na Casa Natura com esse disco novo e isso tudo se conecta por eu ter passado e apresentado todos os meus trabalhos na Casa, então isso é uma coisa que sempre vai ficar marcada pra mim.

Easy traz referências de house e UK garage, apontando para outras possibilidades sonoras no seu trabalho. O que despertou seu interesse por esses gêneros e o que você tem vontade de explorar a partir deles?

Jean Tassy: Acho que eu, como um grande fã de Jorja Smith, ouvia bastante e sempre pensava em fazer um som próximo desse gênero, que é o UK Garage e um subgênero que a Jorja canta que é 2-step. Então, pra mim foi muito legal de produzir, fazer uma coisa que eu sempre já escutava desde o disco Amanhã, eu já tinha essa vontade de produzir sons assim.

O novo single também antecipa o EP que você está preparando. Sem entregar todos os detalhes, o que essa faixa revela sobre o universo desse próximo projeto e sobre o momento que você está vivendo como artista?

Jean Tassy: Acho que a Easy, ela vem desse lugar também, de voltar pro simples, para sua base, pra sua essência, se reconectar pra você poder sair de novo e lançar suas coisas, fazer seus trabalhos, principalmente arte. Precisa desse processo de retorno pra você mesmo. E acho que é um encontro nesse mesmo momento, de estar me reconectando, de estar escutando minhas coisas antigas, de estar voltando um pouco pra minha cabeça como era antes, do que essa cabeça daqui de São Paulo, esse ritmo de São Paulo. Eu tô entrando no processo de voltar um pouco para o que eu era, para depois voltar pro ritmo de São Paulo de novo.

Se Acrônico representou um momento de expansão da sua linguagem musical, o que você sente que está buscando agora? Existe alguma pergunta ou inquietação que tem guiado essa nova fase? A temática da temporalidade também estará presente?

Jean Tassy: Eu sinto uma vontade de ser mais verdadeiro comigo, com a minha arte, com a minha composição. Cantar coisas que eu estou com mais vontade de cantar, do que coisas que eu devo cantar pra aparentar ou mostrar pro público alguma coisa que eles gostem. Eu acho que eu tô voltando pra uma composição mais introspectiva, uma coisa mais real pra mim. E isso vai estar muito explícito nos meus novos trabalhos daqui pra frente. Tanto no meu novo disco, meu terceiro disco, quanto nos sons que eu vou lançar de single antes. Acho que isso representa um pouco do que vai ser daqui pra frente. Compor com a minha escrita mesmo, um pouco mais, não com a escrita antiga, mas com o sentimento com o qual eu escrevi antigamente.

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